Conheça as novidades e perspectivas sobre o autismo

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Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Duas mãos estão abertas e sobre elas está uma mão pintada com a imagem de peças de um quebra-cabeça, nas cores vermelho, azul, roxo e verde, símbolo do autismo. Fim da descrição.
Pesquisas apresentam novas possibilidades para pessoas com autismo (Foto: @VisualsofLife)

Nesta segunda-feira, 2 de abril, é comemorado o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2007, para esclarecer o Transtorno do Espectro Autista (TEA), que acomete uma a cada 68 crianças, no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Confira algumas novidades e perspectivas sobre o autismo.

Há algumas semanas, um novo estudo, liderado pela pesquisadora Naila Rabbani, da Universidade de Warwick, no Reino Unido, revelou a possibilidade de existir relação entre o autismo e proteínas no sangue.

De acordo com dados divulgados, em uma publicação especializada, foram realizados testes em busca de proteínas danificadas no sangue, o que pode levar a um diagnóstico precoce e intervenções do transtorno.

Ainda de acordo com a equipe responsável pela pesquisa, os testes serão expandidos para revelar novos fatores mais conclusivos, como por exemplo, os perfis específicos de urina ou compostos com modificações danosas, que permitiriam identificar, inclusive, as causas do autismo.

Os estudos foram realizados com 69 crianças, com idades entre cinco e 12 anos, que foram divididas em dois grupos. O primeiro deles, foi composto por 38 crianças com autismo, enquanto o segundo era formado por 31 crianças sem o diagnóstico de autismo.

Todas as crianças foram submetidas a exames de urina e de sangue, que detectou, entre as diferenças químicas entre os grupos, um nível mais alto do marcador de oxidação de tirosina e de proteínas e gorduras conhecidas como produtos finais da glicação avançada.

Apesar de os resultados terem apontado uma taxa de acerto de 90% na confirmação do diagnóstico de autismo, serão necessários ainda novos testes, para aperfeiçoar e validar as informações levantadas.

 

Brasileiro lidera pesquisas sobre autismo nos Estados Unidos  

No domingo, o programa Fantástico, da Rede Globo, levou ao ar uma reportagem com o neurocientista Alysson Muotri, pesquisador brasileiro que atua na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

Em conjunto com outros profissionais, Alysson vem atuando em duas linhas de pesquisa para entender a base biológica do autismo e na busca por novos medicamentos, mais eficazes no tratamento do transtorno, e para isso, o grupo está usando mini cerébros humanos, com e sem autismo.

Confira a reportagem na íntegra!

 

Entenda o autismo

O autismo foi descrito, pela primeira vez, em 1943, no entanto, ainda existem muitas questões para fechar o diagnóstico. Entre as características do transtorno, podemos considerar que o autismo atinge, de forma bastante específica, a comunicação e a interação social. Além disso, são comuns comportamentos repetitivos e áreas restritas de interesse.

De acordo com informações da Associação Amigos do Autista, a noção de espectro do autismo foi descrita por Lorna Wing, em 1988, e sugere que as características do autismo variam de acordo com o desenvolvimento cognitivo.

Desta forma, em um extremo, temos os quadros de autismo associados à deficiência intelectual grave, sem o desenvolvimento da linguagem, com padrões repetitivos simples e bem marcados de comportamento e déficit importante na interação social, e no extremo oposto, quadros de autismo, chamados de síndrome de Asperger, sem deficiência intelectual, sem atraso significativo na linguagem, com interação social peculiar e bizarra, e sem movimentos repetitivos tão evidentes.

 

 

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