Papo do Bem: Evento solidário reúne fotógrafos em São Paulo

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Descrição da imagem #PraTodosVerem: Imagem no formato quadrado. Arte de divulgação do evento Papo do Bem. A arte tem uma imagem desfocada de uma praia, com o vulto de duas pessoas. Na parte superior estão os logos do evento Papo do Bem e da Fundação Dorina Nowill. Na parte central está escrito o nome do evento: O que vejo através da minha fotografia. Fim da descrição.
Evento terá renda revertida para a Fundação Dorina (Imagem: Divulgação)

Referência no atendimento a pessoas com deficiência visual, a Fundação Dorina Nowill para Cegos será a beneficiada do Papo do Bem 2018, evento solidário que, neste ano, vai reunir fotógrafos para dois dias de bate-papo sobre o tema ‘O que vejo através da minha fotografia’.

A instituição foi escolhida como beneficiária de toda a renda obtida com as inscrições do evento, idealizado para ajudar causas sociais.

 

Papo do Bem

O Papo do Bem está marcado para os dias seis e sete de fevereiro, e acontece no Auditório da Telefônica, que fica na Rua Martiniano de Carvalho, 851, no bairro Bela Vista.

Na terça-feira, dia seis, das 8h às 17h30, acontece a palestras sobre ‘experiências na cobertura casamentos’, com André Mansano; Brigadeiro Filmes; Celso Modeneze; Maíra Erlich; Rafael Bigarelli; Vanuza Amarante; e João Maia, primeiro fotógrafo cego a cobrir as Olimpíadas Rio 2016.

Já na quarta-feira, dia sete, o tema ‘família’ será abordado por André François; Caio Braga; Fernanda Giarato; Karim Scharf; Mari Siqueira; e Renato D’Paula.

Todas as palestras contarão com audiodescrição e os interessados em participar podem se inscrever no site do evento!

 

Fundação Dorina

Para quem não sabe, a Fundação Dorina se orgulha de ter o primeiro aluno cego de um curso de fotografia do SENAC, entre milhares de pessoas atendidas em mais de 70 anos de história da instituição.

Em 2004, Marco Oton começou a perder a visão gradualmente até chegar à cegueira total por causa de um descolamento da retina provocado pela diabetes, e identificada quando ele tinha apenas sete anos de idade.

A perda da visão não o impediu de percorrer seus sonhos, principalmente, depois de passar por todo o processo gratuito de reabilitação promovido, entre 2007 e 2010, pelos especialistas da Fundação Dorina.

Com garra e persistência, Marco, que hoje está com 35 anos de idade, vem fazendo história e imortalizando momentos. “É um erro achar que a fotografia é visual. Ela é sensorial e isso guia meu trabalho como fotógrafo. É muito mais que ver, é sentir”, explica Marco, que fez sua primeira exposição, intitulada Percepções do Visível, em 2008 e nunca mais parou de atuar na área.

Atualmente, ele está preparando uma nova mostra para apresentar seu trabalho para a população da cidade de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.

 

 

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