O diagnóstico e o prognóstico da pessoa com deficiência

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Descrição da imagem #PraTodosVerem: Imagem no formato retangular, na horizontal. Uma pessoa está sentada em sua cadeira de rodas. Um profissional da área de saúde segura uma de suas pernas. Fim da descrição.
Mais que um diagnóstico, a importância do prognóstico (Foto: Divulgação)

Por: Eliane Baatsch*

Quando a família recebe o diagnóstico de um filho com deficiência, a busca é constante por informações, terapias, médicos e um bom prognóstico. No começo, existe a fase do luto e a aceitação do diagnóstico que foi apresentado. Após essa fase de mudanças, tanto no cotidiano da família como da pessoa com deficiência, a luta diária pelo processo de habilitação e reabilitação é universalizada.

Enquanto o diagnóstico é responsável por identificar de forma mais específica uma deficiência, o prognóstico traça o provável desenvolvimento ou o resultado do processo de reabilitação.

Existem situações positivas sobre o prognóstico dos tratamentos e intervenções terapêuticas, como também existem informações negativas que, eventualmente, podem desestabilizar as perspectivas das famílias e da pessoa diagnosticada. Entretanto, muitas informações virão, constrangerão, serão positivas, ou não, mas cabe ressaltar que as famílias não desistem, são persistentes e usam das informações positivas para a construção de um prognóstico que, muitas vezes, mudam e podem até ocasionar uma grande evolução na vida da pessoas com deficiência.

A sociedade apresenta comportamentos de vitimizar ou tornar heroínas as pessoas com deficiência. Esse padrão de comportamento precisa ser quebrado, uma vez que a inclusão social não seja só necessária, mas natural de fato com olhares mais éticos, cultos e acessíveis.

A seguir, elenco algumas perspectivas de visão no âmbito de luta das famílias e das pessoas com deficiência:

  • A família descobre o diagnóstico e a mãe deixa o trabalho para acompanhar o filho em suas rotinas diárias, que envolvem intervenções terapêuticas, escolares e médicas, enquanto o pai trabalha arduamente para conseguir manter a família e o tratamento do filho;

  • A mãe ou outro familiar assume a responsabilidade nos cuidados da pessoa com deficiência e, por muitas vezes, depende de benefícios governamentais para a manutenção de todas as despesas;

  • Familiares que não medem esforços e se doam emocionalmente, psicológicamente e financeiramente para garantir a qualidade de vida para as pessoas com deficiência em seu processo de reabilitação;

  • As pessoas que adquirem uma deficiência em decorrência de um acidente, precisam receber o apoio da família no processo de reabilitação;

  • As pessoas que adquirem uma deficiência partindo de uma doença neurológica degenerativa, buscam em suas rotinas a estabilidade do quadro diagnóstico;

  • Os vizinhos ou outras pessoas próximas assumem os cuidados de pessoas com deficiência;

  • As famílias sem recursos fínanceiros, organizacional ou emocional, direcionam as pessoas com deficiência a abrigos;

 

Muitas famílias buscam bens materiais para a construção de sua vida social. Uma casa melhor, um carro mais equipado, viagens, passeios e cursos. No entanto, as famílias de pessoas com deficiência acabam utilizando suas economias para garantir um melhor tratamento de seus entes com deficiência, na esperança de que eles adquiram a marcha, melhorem a fala, ou até mesmo, amenizem suas dores e crises. É claro que muitos ainda priorizem passeios e isso é fundamental, mas quero aqui deixar claro que as prioridades são diferentes.

Mais que lutar, familiares de pessoas com deficiência também escutam, acreditam e se apoiam na esperança, no amor e nas evoluções gradativas apresentadas no decorrer do processo tratamento. Lembre-se, mais que lutar, tem que acreditar!

“Um diagnóstico não define um prognóstico, porque o prognóstico é construído gradativamente e o não, este não existe”.

 

Descrição da imagem #PraCegoVer: A imagem está no formato retangular, na vertical. Nela, Eliane está ao lado de seu cavalo. Fim da descrição.
Foto: Augusto Moraes

*Eliane Cristina Baatsch é pedagoga e psicopedagoga, especializada em deficiência múltipla. Atua como equoterapeuta, coordenadora da Hípica Santa Terezinha, instrutora de equitação clássica, equitação para equoterapia e de volteio terapêutico, e também como presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Carapicuíba (CMPD).

 

 

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