Tiro Esportivo: modalidade que exige concentração, técnica e prática

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Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. O paratleta Alexandre Galgani, durante torneio de Tiro Esportivo. Ele está sentado em sua cadeira de rodas, e utiliza seu rifle que está apoiado em um suporte especial. Fim da descrição.
O paratleta Alexandre Galgani na Copa Sudamericana (Foto: Marco Antonio Teixeira/MPIX/CPB)

Por: Adriana Dutra*

O Tiro Esportivo é uma modalidade que estreou nos Jogos Paralímpicos de 1976, em Toronto, no Canadá, apenas com homens nas disputas. Em 1980, em Arnhem, na Holanda, as mulheres entraram na disputa, inclusive em provas mistas.

Quatro anos mais tarde, em Stoke Mandeville, na Inglaterra e em Nova Iorque, nos Estados Unidos, e em 1988, em Seoul, na Coreia do Sul, as provas mistas foram retiradas do programa, voltando apenas em 1992, em Barcelona, na Espanha, substituindo a prova feminina. Em 1996, em Atlanta, nos Estados Unidos, os três tipos de disputas foram fixadas novamente nos Jogos, formato utilizado até hoje.

A estreia brasileira ocorreu em 1976, mas só se consolidou mesmo, no Brasil, em 1997, no Centro de Reabilitação da Polícia Militar do Rio de Janeiro, fazendo a sua segunda participação paralímpica em Pequim, na China, em 2008, após 32 anos fora do evento, com Carlos Garletti, que também disputou as Paralimpíadas de Londres, em 2012, e do Rio de Janeiro, em 2016.

Além de Garletti, nos Jogos do Rio, o Brasil esteve representado por mais três atletas: Alexandre Galgani, Débora Campos e Geraldo Rosenthal, porém, nenhum deles chegou ao pódio.

 

Classificação do Tiro Esportivo

O Tiro Esportivo utiliza um sistema de classificação funcional que permite que atletas com diferentes tipos de deficiência possam competir juntos, tanto no individual como por equipes. Dependendo das limitações existentes (grau de funcionalidade de acordo com o equilíbrio, a mobilidade dos membros, a força muscular e o grau de funcionalidade do tronco), e das habilidades que são requeridas no tiro, os atletas são divididos em três classes (SH1, SH2 e SH3). Mas as competições paralímpicas incluem apenas as classes SH1 e SH2.

Na classe SH1: atiradores de pistola e rifle que não requerem suporte para a arma;

Na classe SH2: atiradores de rifle que não possuem habilidade para suportar o peso da arma com seus braços e precisam de um suporte para a arma;

Na classe SH3: atiradores de rifle com deficiência visual.

 

A modalidade

O tiro esportivo é uma modalidade que exige concentração, técnica e prática. As regras variam bastante, consoantes as caraterísticas da prova e dos seus intervenientes. Dependendo da modalidade, existem diferentes distâncias, posições e tipos de alvos, posição do tiro, números de disparos que o atleta pode efetuar, e períodos de tempo que ele pode disponibilizar para realizar o disparo.

O alvo é graduado em dez pontos. São dez círculos concêntricos, onde a circunferência mais interna vale dez pontos e a mais externa um ponto. Nas competições, para que se chegue ao vencedor, são somados os pontos da fase classificatória e da fase final.

 

Armas e distâncias

As armas e cartuchos utilizados dependem da distância a que o alvo tiver o atleta. Quando o alvo está a dez metros, são usados rifles e pistolas de ar, com cartuchos de 4.5mm. Quando o alvo está a 25 metros, é usada só pistola de perfuração (pólvora) e com cartucho de 5,6mm. Já nas provas de 50 metros, são usados rifles e pistolas de perfuração, cartucho de 5.6mm de diâmetro.

A tecnologia está sempre presente na modalidade. Durante os Jogos Paralímpicos, os alvos são eletrônicos e os pontos são imediatamente projetados num placar. Nem as roupas e as armas utilizadas fogem da evolução tecnológica. Há uma diferença das vestimentas nas provas para cada tipo de arma. Nas competições de rifle, por exemplo, é necessário usar uma roupa com a espessura estipulada pela Federação Internacional de Tiro Esportivo (ISSF). Em eventos de pistola, os atiradores só são obrigados a usar sapatos especiais feitos de tecido, que dão mais estabilidade aos atletas, óculos de proteção e protetor auricular.

 

Comitê Paralímpico Brasileiro

No Brasil, a modalidade é administrada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), seguindo as regras técnicas e regulamentos do tiro esportivo paralímpico da ISSF. Contudo, existem algumas adaptações que são realizadas pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC).

 

Descrição da imagem #PraCegoVer: A imagem está no formato quadrado. A imagem está em preto e branco. Nela está a colunista Adriana Dutra. Adriana é morena, tem cabelos castanhos longos e lisos. Ela usa uma blusa preta e sorri. Fim da descrição.
Foto: Divulgação

*Adriana Dutra é advogada, presidente da Atitude Paradesportiva, ONG que ajudou a criar em 2010. Atua com esporte adaptado há 10 anos, incentivando a prática de atividade física, dando oportunidade de treinamento e organizando eventos para a divulgação e fomentação das modalidades adaptadas.

 

 

 

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