Tiro com arco paralímpico

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Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Um atleta sem os braços pratica o tiro com arco. Ele manuseia o arco com os pés. Fim da descrição.
Modalidade é disputada em três classes (Foto: Divulgação/CPB)

Por: Adriana Dutra*

Praticado desde 1948, os atletas do tiro com arco paralímpico podem disputar os torneios sentados, em pé ou em cadeira de rodas. Podem participar da modalidade atletas com lesão medular, paralisia cerebral, com amputação doenças progressivas.

As competições são individuais (masculina e feminina) ou por equipe (três arqueiros). O objetivo é atirar 36 flechas na fase de classificação e depois duplas podem ser formadas com o objetivo de exibir o melhor desempenho com o menor número de tentativas.

O tiro com arco paralímpico está sob a alçada do Comitê Paralímpico Internacional, e é um dos desportos nos Jogos Paralímpicos de Verão.

 

As classes do tiro com arco paralímpico

A modalidade é dividida em três classes, que variam de acordo com a deficiência. A primeira delas é disputada por atletas que podem ficar em pé e que não possuem deficiência nos membros superiores, porém, possuam algum grau de perda de força muscular nas pernas, na coordenação ou mobilidade articular, que neste caso, podem escolher praticar sentados em uma cadeira convencional com os pés apoiados no chão ou em pé.

As outras duas classes são destinadas a atletas em cadeira de rodas. A primeira para quem tem deficiência nos membros superiores e inferiores, com pouco ou nenhum controle de tronco e a outra para quem tem deficiência apenas nos membros inferiores e faz uso diário da cadeira de rodas.

O alvo é de 122 cm com 10 círculos concêntricos, fica posicionado a 70 metros de distância do Arqueiro. A pontuação vai de um a dez, de acordo com a proximidade do círculo central. É um esporte que demanda concentração, disciplina e postura, além de uma técnica bem apurada.

O tiro com o arco longo sem acessórios é feito em seis etapas: assumir a posição, encaixar a flecha no arco, puxar o encordoamento, fazer a mira, soltar e acompanhar a flecha em sua trajetória.

Para a prática da modalidade são necessárias algumas adaptações, como suporte para flecha e suporte para encaixar o arco no corpo, além de outros extras, como bandar a mão no arco, concedida aos atletas com tetraplegia, que têm permissão para outra pessoa encaixar a flecha no arco.

 

Descrição da imagem #PraCegoVer: A imagem está no formato quadrado. A imagem está em preto e branco. Nela está a colunista Adriana Dutra. Adriana é morena, tem cabelos castanhos longos e lisos. Ela usa uma blusa preta e sorri. Fim da descrição.
Foto: Divulgação

*Adriana Dutra é advogada, presidente da Atitude Paradesportiva, ONG que ajudou a criar em 2010. Atua com esporte adaptado há 10 anos, incentivando a prática de atividade física, dando oportunidade de treinamento e organizando eventos para a divulgação e fomentação das modalidades adaptadas.

 

 

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