Estudo revela que excesso de ácido fólico pode elevar risco de autismo

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Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato quadrado. Uma mulher grávida está sentada no chão. Ela tem as mãos em volta da barriga e está sorrindo. Fim da descrição.
Essencial para o desenvolvimento do feto, vitamina se destaca, agora, como possível vilã (Foto: Divulgação)

Considerado essencial para o desenvolvimento do feto durante a gestação, o ácido fólico se destaca, agora, como possível vilão para os bebês. Isso porque um estudo divulgado pela Universidade Johns Hopkins, de Maryland, nos Estados Unidos, revela que o excesso de ácido fólico pode elevar risco de autismo.

Segundo o doutor Mark Walker, chefe de departamento de obstetrícia, ginecologia e cuidados com recém-nascidos do Hospital de Ottawa, no Canadá, “o estudo foi uma surpresa”.

 

Risco de autismo

Segundo o estudo, que analisou o nível de ácido fólico no sangue de aproximadamente 1.200 mães de recém-nascidos, a mesma vitamina responsável por desenvolver o feto durante o fechamento do tubo neural, evitando malformação e outros problemas morfológicos, pode aumentar em duas vezes o risco de autismo.

Isso porque as mães que receberam o diagnóstico de autismo em seus filhos, apresentaram níveis quatro vezes maiores que o recomendado de folato.
“Sabemos há muito tempo que uma deficiência de folato em mães grávidas prejudica o desenvolvimento da criança. Mas, o que isso nos diz é que quantidades excessivas também podem causar danos”, garante a doutora Daniele Fallin, uma das autoras do estudo.

 

Ácido fólico

Um tipo de vitamina B, o ácido fólico é a forma sintética do folato, sendo reconhecido por sua eficácia na prevenção de malformações congênitas.
De acordo com o doutor Mark Walker, é importante frisar que quando consumido em doses adequadas – entre 5 a 10 miligramas por dia –, a vitamina não é prejudicial. “Mulheres grávidas devem continuar a tomar o ácido fólico, conforme a recomendação médica, para ajudar a prevenir possíveis defeitos congênitos do tubo neural dos bebês”, garante o especialista.

Transtorno do espectro do autismo

Caracterizado por aspectos que indicam déficits na comunicação e na interação social, além de comportamentos repetitivos e áreas restritas de interesse, o autismo atinge 0,6% da população, sendo quatro vezes mais comuns em meninos.
Descritas por Lorna Wing, em 1988, as características do espectro do autismo podem variar de acordo com o desenvolvimento cognitivo.

 

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