Estimulando o vocabulário na Educação Infantil

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Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato quadrado. Uma série de desenhos feitos por crianças, espalhados em uma folha em branco. Os desenhos são de casinha, família, árvore, arco-íris e outros. Todos muito coloridos e com traços bem infantis. Fim da descrição.
Atividade propõe estimular o vocabulário na Educação Infantil (Foto: Divulgação)

Por: Zilanda Souza*

A Educação Infantil é o pilar para a alfabetização das crianças. É na Educação Infantil que são estabelecidas as habilidades prévias para a alfabetização. Dentre as habilidades preditoras está a linguagem oral, que compreende um grupo de outras habilidades: discriminação fonológica, vocabulário expressivo, consciência fonológica e memória de curto prazo fonológica. Nas próximas semanas, vamos conversar um pouco sobre esse assunto. Hoje trataremos do vocabulário para alunos da Educação Infantil em uma atividade de linguagem oral.

 

Estimulando o vocabulário

Um vocabulário rico, está ligado à experiências diversas e também à uma memória de longo prazo bem desenvolvida. Por trás das palavras passarinho, árvores, estrada, caminhonete, rio, peixe, está a experiência da vida no sítio, na fazenda. Essa experiência pode ter sido vivida na casa da vovô ou em uma história representada na massinha ou na argila. As palavras trazem experiências, carregam memórias.

 

Como estimular o vocabulário na educação Infantil?

Minha sugestão, é criar a CAIXA DO VOCABULÁRIO. Nesta caixa vamos compartilhar novas palavras, que carregam as experiências vividas:

1) Vamos colocar as crianças para enfeitar uma caixa bem bonita! Diga que nesta caixa serão guardadas novas palavras que vamos aprender. Todo mundo vai ajudar a compartilhar novas palavras. Por trás de toda palavra sempre tem uma história!

2) Estabeleça na semana o dia de trabalhar com a caixa do vocabulário. Lembre-se: linguagem oral deve ser objetivo de trabalho, todos os dias na educação infantil. Neste dia, novas palavras são adicionadas. Elas podem vir representadas em objetos como miniaturas de animais, brinquedos, ferramentas, elementos da natureza ou em coisas de casa e figuras recortadas de revistas e jornais.

3) Todos levam uma nova palavra e apresentam na roda sua experiência com essa palavra. Por exemplo: “hoje eu trouxe um boi. Conheci o boi quando viajava para o sítio do amigo do papai. Tive medo, não cheguei perto dele. Achei ele grande e bravo”. Outras crianças podem falar sobre suas experiências com o boi. Então a miniatura do boi, vai morar na caixa do vocabulário.

4) Num outro momento, o educador promove a hora da evocação. Ela abre a caixa e solicita que as crianças façam a nomeação dos objetos dentro da caixa. Nesse momento, o educador tem um importante dado: nível de vocabulário e capacidade de estocagem na memória. Posteriormente, essas palavras serão analisadas dentro do campo fonético.

5) Em outro momento, o educador abre a caixa e as crianças exploram as palavras recriando novas histórias. Alterando fatos, utilizando a imaginação. Durante esse momento, o educador fica atento ao surgimento de novas palavras. Essas, vão morar na caixa também.

 

Variação da atividade

. Para alunos com 2 e 3 anos: a caixa pode ser temática (animais, por exemplo), e o educador pode trabalhar os sons dos animais.

. Para crianças com 4 e 5 anos: pode integrar diversas categorias na caixa, trabalhando palavras, frases ou textos de forma oral.

 

Na próxima semana, vamos propor uma atividade para trabalhar o estímulo de consciência fonológica na educação Infantil! Enquanto isso, me conta o que você achou desta sugestão. Até lá.

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Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato quadrado. Nela, Zilanda Souza está sentada à frente de uma mesa, e segura alguns de seus livros: Brincando de Palavrear e o livro do programa de treino em funções executivas Super 6º Ano. Fim da descrição.
Foto: Vítor Beltrame

*Zilanda Souza é mãe, professora, especialista em psicopedagogia e neuropsicopedagogia. Autora do livro ‘Brincando de Palavrear’, escritora da coluna ‘Desenvolvimento e Aprendizagem’, coordenadora da pós-graduação em neurociência aplicada a avaliação e intervenção psicopedagógica. Diretora da Espaço Vida em Minas Gerais e no Distrito Federal. Atua em pesquisa voltada para a intervenção em funções executivas em crianças do ensino fundamental anos finais.

 

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