Pernas de Aluguel promove inclusão em corridas de rua

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Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Um grupo de participantes do projeto Pernas de Aluguel durante uma corrida, que teve a participação de pessoas com deficiência. Entre os corredores, vemos três participantes em cadeiras de rodas. Fim da descrição.
Pernas de Aluguel: um dos principais objetivos do projeto é levar diversão para todos (Foto: Divulgação)

As corridas de rua viraram uma febre em todo o mundo e quem pratica essa modalidade, sabe que ela traz uma série de benefícios para o corpo humano. Com o objetivo de proporcionar essa experiência para pessoas com deficiência, surgiu o projeto Pernas de Aluguel, que reúne voluntários dispostos a conduzir corredores com mobilidade reduzida em um triciclo durante as competições.

Em quase três anos, o Pernas de Aluguel já participou de mais de 50 corridas e percorreu mais de 900 km pelas ruas, com mais de 2.500 atletas voluntários cadastrados em todo Brasil e mais de 250 crianças, jovens e adultos com deficiência atendidos em São Paulo (SP), Campinas (SP) e Belo Horizonte (MG).

“Queremos proporcionar às pessoas com deficiência um momento de diversão e emoção, não somente para os atletas cadeirantes, mas para todos os envolvidos no antes, durante e após de uma corrida. É uma sensação ímpar de satisfação e de dever cumprido que é difícil descrever”, afirma o idealizador do projeto, Eduardo de Godoy.

 

Quem são os Pernas de Aluguel?

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Voluntários conduzindo pessoas com deficiência durante uma corrida. Em destaque, temos uma jovem cadeirante, que está sendo conduzida. Ela está sorrindo, enquanto olha para seu condutor. Ao fundo, sem segundo plano, vemos outra pessoa com deficiência sendo conduzida. Fim da descrição.
Voluntários guiam pessoas com deficiência em corridas de rua (Foto: Divulgação)

Tudo começou em 2014, quando Eduardo se viu inspirado na dupla Dick e Rick Hoyt, conhecidos como Team Hoyt, um pai que leva seu filho que tem deficiência em corridas e triatlos. O engenheiro eletrônico e gastrônomo, que já praticava corrida há um ano e era voluntário há 12, acreditou, no início, que seria fácil adquirir um triciclo adaptado para as corridas, entretanto, levou oito meses até encontrar um fabricante disposto a ajudá-lo.

“Muito emocionado com esta história, pensei que poderia fazer o mesmo com as crianças da instituição que sou voluntário há 14 anos, que atende crianças carentes com deficiências múltiplas, a Associação Beneficente Comunidade de Amor Rainha da Paz. Mas foi muito difícil, as empresas que comercializam cadeiras de rodas não tinham ideia do que eu estava falando, o que foi bem desmotivador e decepcionante no início”, diz.

Inicialmente o objetivo era apenas levar as crianças do ‘Rainha da Paz’ para participar de corridas de rua, Eduardo não imaginava que pudesse ser notado além do ‘quarteirão’ da sua casa. Hoje, a meta é incentivar e mostrar que qualquer pessoa com deficiência pode participar de eventos esportivos, incentivar o voluntariado, apoiar instituições que assistem pessoas com deficiência, seja qual for, praticar a inclusão e se divertir.

 

A importância do projeto

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Um grupo de participantes do projeto Pernas de Aluguel durante uma corrida, que teve a participação de pessoas com deficiência. Entre os corredores, vemos participantes em cadeiras de rodas. Eles acabaram de cruzar a linha de chegada. Fim da descrição.
Equipe do projeto durante o Circuito Athenas, corrida que comemorou um ano do Pernas de Aluguel (Foto: Divulgação)

O projeto conta com o apoio de pessoas e empresas de forma direta ou indiretamente e participa de corridas de rua nas distâncias de 10, 15, 16 e 21 km. “Não costumamos participar de corridas de 5 km pois a logística de transporte é tão grande, que correr por aproximadamente 30 minutos depois de quatro horas de preparação é muito trabalho para pouca diversão”, afirma Eduardo.

De acordo com a terapeuta ocupacional da Associação Beneficente Comunidade de Amor Rainha da Paz, Daniele Poppsts Swerts, dentre os benefícios proporcionados às pessoas com deficiência através das corridas está a possibilidade de redescobrir a vida através do esporte.

“Sem dúvida eles [participantes do projeto] terão suas vivências ampliadas, o que contribuirá para socialização e integração com a sociedade, bem como fará com que estes indivíduos redescubram a vida de uma forma ampla e global”, conclui.

 

Como ser voluntário?

Podem participar como atletas voluntários, qualquer pessoa que tenha uma condição física mínima para correr/caminhar 10 km conduzindo o triciclo e que deseja se divertir. Já os atletas assistidos, precisam ter alguma limitação que os impeça de correr por conta própria e apresente condições físicas, clinicamente comprovadas por um profissional, para suportar provas de 10 a 42 km.

 

 

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