Trabalhando com ‘recompensas’ na sala de aula

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Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Nela, temos uma menina loira, sentada em uma mesa, realizando uma atividade de pintura. Na mesa, vemos cinco potes com tintas nas cores marrom, azul, amarelo, verde e vermelho. A menina segura um pincel, com a mão esquerda. Sua mão direita está segurando sua cabeça. A menina olha para cima como se estivesse pensando em algo muito bom. A menina tem cabelos loiros, compridos, que estão presos com prendedores coloridos. Ela usa uma blusa cor de rosa, de mangas compridas. Fim da descrição.
Recompensas podem atuar como facilitadoras no desenvolvimento educacional (Foto: Divulgação)

 Por: Zilanda Souza*

Fundamento: “…cada vez que a criança é recompensada, seu cérebro secreta neurotransmissores como a dopamina e acetilcolina, que ajudam a consolidar as mudanças no mapa que ela acabou de fazer. A dopamina reforça a recompensa e a acetilcolina ajuda o cérebro a ‘sintonizar’ e aguçar a memória.” – Norman Doidge.

 

Cuidados: Para trabalhar com recompensas, antes de tudo, é preciso exorcizar nossa tendência enquanto professor, de associar desempenho à nota. Nós não vamos recompensar notas, nós não vamos recompensar informação adquirida. Os alunos apresentam diferentes desenvolvimentos, portanto as metas e desafios devem ter complexidade diferenciadas.

Aproveite e exorcize também o vício da padronização.

 

O que recompensar: A habilidade treinada – sustentação da atenção, organização, o exercício de memória, a criatividade, a capacidade criar novos caminhos para resolução de problemas, questões e conflitos. A capacidade de inibir impulsos, desejos em prol de um objetivo maior. A habilidade de se antecipar ao risco, tomando atitudes de prevenção contra o baixo desempenho escolar, conflitos e eventos prejudiciais.

 

Sugestões de recompensa: O professor não deve comprar balinhas e bombons. Não deve usar seu dinheiro com recompensas para os alunos. A recompensa também tem o objetivo de tornar a escola um espaço menos punitivo, mais prazeroso e desafiador. Confira a seguir algumas sugestões!

. Sala de jogos / atividades de passatempo;

. Acréscimo no tempo de intervalo;

. Tempo extra na quadra para prática do esporte;

. Espaço para uso do celular / tecnologia;

. Escolher a atividade / jogo / brinquedo;

. Levar um jogo / brinquedo de casa para a sala de aula;

. Figurinhas no álbum (ideia da professora / neuropsicopedagoga Raquel Angélica) cartela de adesivos;

OBS.: Essas recompensas visam uma recompensa maior.

 

Escreva para mim e me conta como está funcionando o sistema de recompensa em sua sala de aula!

Instagram: @espacovidagvbsb | Facebook: @espacovidagv | Youtube: Canal Espaço Vida

 

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato quadrado. Nela, Zilanda Souza está sentada à frente de uma mesa, e segura alguns de seus livros: Brincando de Palavrear e o livro do programa de treino em funções executivas Super 6º Ano. Fim da descrição.
Foto: Vítor Beltrame

*Zilanda Souza é mãe, professora, especialista em psicopedagogia e neuropsicopedagogia. Autora do livro ‘Brincando de Palavrear’, escritora da coluna ‘Desenvolvimento e Aprendizagem’, coordenadora da pós-graduação em neurociência aplicada a avaliação e intervenção psicopedagógica. Diretora da Espaço Vida em Minas Gerais e no Distrito Federal. Atua em pesquisa voltada para a intervenção em funções executivas em crianças do ensino fundamental anos finais.

 

 

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