Reatech: Feira aquece o mercado da reabilitação

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Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Nela é possível ver um dos corredores da Reatech, com grande circulação de pessoas. Fim da descrição.
Evento recebeu mais de 50 mil pessoas (Foto: Jansey Oliveira)

Com mais de 50 mil visitantes, a 15ª edição da Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, realizada entre os dias 01º e 04/06, em São Paulo (SP), mostrou que o setor de produtos e serviços para reabilitação já faz parte do cenário financeiro do país.

Durante quatro dias, os 300 expositores apresentaram o que há de mais inovador no setor da inclusão e da reabilitação para pessoas com deficiência. O público, que compareceu em peso, lotando os corredores do evento, aprovou as novidades.

Descrição da imagem #PraCegoVer: A imagem está no formato retangular, na horizontal.Nela, está Raquel Macedo, que tem sequela pós-pólio. Ela está sentada em sua cadeira de rodas, e foi fotografada em um dos corredores da Reatech. Raquel é uma mulher morena, com cabelos castanhos, lisos, na altura dos ombros. Ela está sorrindo, e usa uma camiseta na cor laranja do instituto Abraça. Fim da descrição.
Raquel está em busca de emprego (Foto: Jansey Oliveira)

Em busca de um emprego, Raquel Macedo, 44 anos, que tem sequela pós-pólio, aprovou esta edição da feira. “Tem muitas oportunidades aqui, em especial para quem quer encontrar um emprego. Só hoje consegui me cadastrar para algumas vagas em vários estandes e isso facilita muito para mim e para muitas pessoas, com certeza. Estou otimista de que vou conseguir meu primeiro emprego”, conta ela, que visitou o evento acompanhada de amigos da instituição Abraça, que fica na zona Leste de São Paulo.

Descrição da imagem #PraCegoVer: A imagem está no formato retangular, na horizontal. Na imagem está o jovem Rafael, que também foi fotografado durante visita à Reatech, em um dos corredores do evento. Rafael está sentado em sua cadeira de rodas. Ele tem cabelos bem curtos, e é moreno. Ele usa uma camiseta do Capitão América. Fim da descrição.
Rafael quer encontrar amigos virtuais (Foto: Jansey Oliveira)

Para Rafael Gonçalves, 24 anos, que tem mielomeningocele, a feira estava melhor e mais movimentada que a última edição. “Venho todos os anos e gosto bastante da Reatech porque podemos encontrar amigos virtuais, que a gente só conhece pela internet. Aí aqui é um bom ponto de encontro com essa galera. Também é legal porque dá até pra paquerar já que sempre tem muitas moças bonitas circulando por aqui”, conta ele, que também está em busca de um amor.

Descrição da imagem #PraCegoVer: A imagem está no formato retangular, na horizontal. Nela está o casal Victor e Viviane. Eles foram fotografados em um dos corredores da Reatech. Victor está do lado esquerdo da imagem. Ele é um rapaz moreno e tem cabelos pretos. Ele usa uma camisa polo verde limão e está com uma mochila preta nas costas e segura sua guia com a mão direita. Viviane está do lado esquerdo da imagem, ao lado de seu marido Victor. Ela é uma moça morena, com cabelos pretos na altura dos ombros. Viviane usa óculos e está com uma blusa bege com estampa florida em tons de azul. Fim da descrição.
O casal Victor e Viviane, em busca de novidades (Foto: Jansey Oliveira)

A professora de inglês, Viviane de Fátima Fernandes, 40 anos, e seu marido, o especialista administrativo, Victor Pinheiro Martins, 28 anos, visitaram a feira pela terceira vez. Para Victor, que tem deficiência visual, é sempre válido conferir as novidades. “Procuro estar sempre bem informado sobre os temas do setor, e aqui na Reatech é bacana porque dá para me atualizar também”, conclui.

Descrição da imagem #PraCegoVer: A imagem está no formato retangular, na horizontal. Nela estão as professoras Daniele e Juliana. Elas foram fotografadas durante a Reatech, em um dos corredores da feira. Daniele está à esquerda, ela é morena, tem os cabelos pretos, lisos, na altura dos ombros, e usa roupa preta. Juliana, que está do lado direito, é morena, tem os cabelos castanhos, lisos e compridos, e usa uma camiseta branca e blazer pink. Ambas estão sorrindo. Fim da descrição.
As amigas Daniele e Juliana (Foto: Jansey Oliveira)

Convidada por amigas, a professora Daniele Talita da Silva, de São José dos Campos, cidade do interior paulista, visitou a feira pela primeira vez. “Achei bem interessante, mas acredito que poderia ter mais estandes com foco em educação”, explica.

Já a professora Juliana Alves dos Santos, que visitou as três últimas edições da feira, destacou as mudanças. “Tem muitas coisas interessantes, mas também senti falta de mais estandes da área de educação, com livros e materiais de apoio pedagógico. Notei também que nesse ano tem poucas instituições participando e elas agregam muito para nós, que atuamos com educação”, completa ela.

Destaques

Um dos destaques do evento, a participação das montadoras de automóveis chama a atenção. Isso porque, em meio a um cenário com queda nas vendas em geral, o setor de vendas especiais para pessoas com deficiência triplicou nos últimos anos, mostrando a força do setor.

Em 2012, foram vendidas 42 mil unidades, contra 139 mil em 2016, o que corresponde a 8,3% dos negócios realizados no Brasil.

Outro destaque ficou com o cão-guia robô, idealizado para garantir a independência de pessoas com deficiência visual de maneira prática e econômica.

Desenvolvido por uma equipe de pesquisadores do Espírito Santo, a novidade está em fase final de desenvolvimento e promete transformar em realidade o sonho de milhares de pessoas com deficiência, que não têm condições de dispor de um cão-guia.

Outra novidade que chamou bastante atenção, foi a adaptação veicular apresentada pela Cavenaghi, que permite que pessoas com deficiências mais severas, como tetraplegia, por exemplo, voltem a dirigir com segurança e conforto, já que a adaptação conta com uma porta traseira que pode ser aberta por um controle remoto, que aciona uma rampa por onde o cadeirante pode entrar no carro e seguir até o volante.

Para o diretor comercial da Cipa Fiera Milano, Rimantas Sipas, o evento e as novas tecnologias vêm para facilitar a vida de todos. “Nestes anos de trabalho a Reatech se consolidou, promovendo o setor, incentivando a inclusão social, a troca de conhecimento e a disseminação da inovação e das tecnologias assistivas. Ainda são muitos os desafios que temos pela frente e espero que a cada edição contribua um pouco mais para continuarmos avançando”.

Para a vice-presidente da Laramara, Lara Siaulys, a feira reúne tecnologias para todas as deficiências e todas as necessidades. “Em nome de todas as instituições enfatizo que é muito importante que este trabalho continue. A reabilitação das pessoas com deficiência é fundamental”.

 

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