Tabela periódica ganha versão em braile

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Descrição da imagem #PraCegoVer: A imagem está no formato retangular, na horizontal. Nela está, em destaque, a tabela periódica recriada em braile. Ela é vermelha, tem formato retangular com os dados da tabela impressos em 3D. Fim da descrição.
Adaptação foi desenvolvida em uma impressora 3D (Foto: Divulgação

A tabela periódica é uma forma de organizar todos os elementos químicos de acordo com as suas propriedades e de apontar algumas informações sobre eles, um item essencial para que estudantes e profissionais de química exerçam suas atividades com precisão.

Pensando em garantir o acesso de pessoas com deficiência visual a este recurso educacional, um grupo de alunos do SESI de Campinas, cidade localizada no interior de São Paulo, tiraram do papel um projeto alemão e desenvolveram uma tabela periódica adaptada, que foi apresentada oficialmente durante uma Feira de Ciências promovida pelo colégio.

Descrição da imagem #PraCegoVer: A imagem está no formato retangular, na vertical. Nela está um rapaz que tem deficiência visual. Em uma de suas mãos ele segura a tabela periódica em braile e com a outra mão, tateia a tabela, para identifica os códigos. Fim da descrição.
Rapaz que tem deficiência visual testa a tabela periódica em braile (Foto: Divulgação)

A tabela utiliza a linguagem braile e usa tecnologias da informação e comunicação (TICs). Para a confecção da mesma, foi utilizada a técnica de impressão 3D, já para uso do recurso tecnológico foi utilizado Arduíno, placa utilizada como plataforma de prototipagem eletrônica, a fim de que o aluno com deficiência visual, possa ouvir sons emitidos por uma placa de som. Desse modo, ao apertar algum botão, surgirão informações úteis sobre a tabela periódica, como histórico e a organização dos elementos químicos. Os elementos químicos também foram organizados em alto relevo de acordo com a sua densidade.

A tabela pesa 130 gramas e é um pouco maior do que um estilete, ideal para ser usada em sala de aula. O custo de material gira em torno de 30 reais, e de circuito tecnológico 80 reais.

Foi proposta aos alunos a participação em um Simpósio Científico na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com o objetivo de integrá-los no mundo da universidade e de pesquisa científica. Após a apresentação do projeto, o protótipo foi testado com um aluno que tem deficiência visual. No teste, ele conseguiu identificar alguns elementos e seus respectivos números atômicos, bem como identificar uma variação em uma propriedade física: a densidade.

Por: Leticia Leite

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