Primeiro passo

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Descrição da imagem #PraCegoVer: A imagem está no formato retangular, na vertical. Nela está o educador Rafael Silva. Ele está próximo a uma parede branca. Ao fundo, do lado direito, é possível ver algumas árvores e folhagens, como uma praça. Rafael usa um terno cinza escuro, uma camisa azul royal e está com os braços cruzados. Ele está sorrindo. Fim da descrição.
Nosso colunista, Rafael Silva, lança livro em São Paulo (Foto: Gustavo Grandal)

Por: Rafael Dias Silva*

A ideia do nome desta coluna nasceu através da leitura fascinante do livro do professor e escritor Jim Lengel, da Universidade de Boston. Para ele, se desejamos nos preparar para os novos desafios do mundo moderno tanto a educação como a forma de nos relacionarmos nos ambientes corporativos, com o advento da internet, deverão ser transformados e a aquisição de novas competências e habilidades deverá ser incorporada.

Concordo com os pontos defendidos por Lengel no modelo educacional batizado de 3.0, que nasceu para substituir o modelo 2.0 e foi desenvolvido no século 20, antes do surgimento da internet. Acredito que os alunos devam aprender de maneira autônoma e que os professores precisam deixar de centralizar o conhecimento, se tornando mediadores do conhecimento e desenvolvendo suas atividades de maneira colaborativa. Mas será que os nossos alunos estão preparados para se encarregarem do próprio aprendizado? Quais as novas competências e habilidades que eles vão precisar?

Novas metodologias e estratégias educacionais estão surgindo utilizando um currículo interdisciplinar conectado aos recursos tecnológicos fazendo com que as escolas tenham novas dinâmicas no contexto de ensino-aprendizagem.

Nos centros educativos as relações entre seus agentes (professores, coordenadores, etc.) também merecem atenção, pois o mundo precisa formar pessoas multitarefas e bem articuladas em suas redes de contatos ou networking.

Inspirado nesse contexto, criei a versão 4.0 porque acredito que além das novas capacidades e habilidades para esse novo aluno precisamos incluir com urgência a plena acessibilidade escolar. Avançamos muito, mas todos nós – professores, coordenadores, diretores, equipe escolar e sociedade – ainda não oferecemos aos alunos com deficiência a oportunidade igualitária de gozarem plenamente dos seus direitos ao acesso à educação no país.

Transformações atitudinais e comportamentais precisam existir para que todos, inclusive os alunos com deficiência, tenham a oportunidade que não nos foi tolhida (pelo menos da grande maioria de nós).

A partir de hoje, assumo um compromisso com todos os leitores de utilizarmos essa coluna para debatermos e discutirmos de forma democrática, cidadã e inclusiva, os desafios da educação para os próximos anos. Entendo que as dimensões geográficas do nosso país criam realidades múltiplas e complexas, mas o desafio que proponho será de como podemos nos conectar e trocar experiências.

Esse espaço será de debates e espero muito que avancemos nas nossas discussões e que possamos nos aprimorar como pessoas. Desejo muito continuar aprendendo e ser um agente que transforme de alguma forma a vida de cada um.

Acabo de dar o meu primeiro passo e você está preparado para dar o seu?

Saudações!

 

*Rafael Dias Silva é professor, mestrando e pesquisador em educação especial. Criou o projeto Libras na Ciência, no Habits – USP|Leste, dá palestras sobre inclusão no setor público, cursos de formação inicial e continuada para professores sobre educação bilíngue (LIBRAS/PORTUGUÊS), além de tratar sobre metodologia e estratégias educacionais.

[email protected]

Facebook: @librasnaciencia

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